Chamada de trabalhos RBEUR - PARADIGMAS TECNO-ECONÔMICOS E RECONFIGURAÇÃO TERRITORIAL - NOVA DATA DE SUBMISSÃO

A temática proposta parte da premissa de que nas duas últimas décadas, diferentes nações vêm passando por importantes transformações nas suas estruturas produtivas, a partir de mudanças fundadas nas tecnologias do conhecimento e comunicação (TICs). Com isso, vislumbram-se impactos na organização territorial não somente das atividades produtivas, como também na configuração das cidades ou nas redes de cidades. Até os anos recentes, especialmente no caso brasileiro, foi a dinâmica industrial fordista que comandou a ocupação do território nacional, a partir de São Paulo. No momento presente, indaga-se, se a economia nacional, será capaz de incorporar esse novo padrão tecnológico, onde a nova indústria poderá ou não  promover um novo ciclo de desenvolvimento econômico para o país, e quais os impactos que ela poderá produzir sobre as cidades e os cidadãos? Nesse ciclo, quais tendem a ser os rebatimentos territoriais das atividades produtivas?

O interesse no aprofundamento desta temática decorre da necessidade de identificação de vetores tecnológicos e territoriais em curso no país. O Brasil passou por ciclos ascendentes de crescimento em diferentes períodos, os quais contaram com atuação ativa do Estado na consolidação de estratégias de desenvolvimento regionalmente distribuídas – de um lado, pela viabilização direta de projetos de investimento e, de outro lado, pela ampliação do financiamento ao setor produtivo por meio de crédito público federal. Entretanto, tal atuação não foi bem sucedida em reorientar o setor produtivo, por meio da política industrial e tecnológica, a dar saltos tecnológicos e a aumentar sua competitividade internacional. Além disso, nos últimos anos o crescente protagonismo da iniciativa privada em parceria com o Estado impõe o necessário mapeamento dos dilemas e rotas existentes na estrutura produtiva de modo a se compreender os elementos que regem a dinâmica das suas transformações no território.

As transformações tecnológicas e produtivas em direção à adoção de tecnologias de informação e comunicação (TICs) são um fenômeno do capitalismo global e não estão restritas ao Brasil. Contudo, a forma como este fenômeno se processa no país e em suas regiões tem sido relativamente diversa. Na região Sudeste e em São Paulo, nota-se reorganização produtiva com sinais de perda de peso da indústria. Em regiões como Centro, Norte e Nordeste, processos de crescimento industrial são percebidos ora por conta do estímulo das commodities (CO e NO), ora por força de atuação governamental (NE).  Que sentido adquirem as disparidades inter-regionais num cenário de forças instáveis e pouco previsíveis? Propõe-se ampliar a reflexão sobre as possíveis respostas regionais e do país como um todo aos processos de mudanças em curso.

O que se pode afirmar sobre o estágio atual do desenvolvimento brasileiro, suas possibilidades e limitações para a consolidação do paradigma tecno-informacional no país (e em suas regiões)?

Em face da reestruturação produtiva em curso, que sentidos e direções podem ser percebidos para a reorganização territorial e para as disparidades regionais?

Qual o novo mapa da indústria no país?

Reestruturação ou desindustrialização: quais impactos e implicações territoriais no país?

Como anda a distribuição regional da estrutura econômica do país?

Quais os impactos do chamado boom das commodities (agrícolas e minerais) na configuração das diferentes economias regionais?

O ciclo de crescimento recente (2000-2015) no país aponta para ressignificações nas redes de cidades?

Neste contexto de reconfigurações produtivas, o Brasil atlântico da urbanização costeira, continua a ser o território preferencial dos fluxos econômicos e populacionais? Que novidades demográficas surgiram?

Como (re)orientar políticas produtivas e regionais, isto é, o planejamento governamental, no contexto atual, para uma nova trajetória de desenvolvimento?

Palavras-chave: Globalização produtiva e financeira; mudança de paradigma tecnológico; reestruturação produtiva e territorial; arranjos produtivos; desenvolvimento regional; organização territorial: reconfiguração territorial; rede de cidades; deslocamentos demográficos;

PRAZO PARA ENVIO DOS ARTIGOS: de 20 de fevereiro a 4 de Junho 2018 (NOVA DATA DE SUBMISSÃO).

 

As submissões serão recebidas apenas via portal da RBEUR. Informamos que, independente do dossiê temático, a RBEUR mantém o fluxo contínuo de submissão de artigos e resenhas para publicação em cada edição. Para consultar as normas de publicação, acesse o nosso portal: http://rbeur.anpur.org.br/rbeur/about/submissions#onlineSubmissions

Para maiores informações, entre em contato com a Secretaria Executiva da RBEUR: revista@anpur.org.br

 

Atenciosamente,

Editores Convidados: Aristides Monteiro Neto (IPEA) e Rovena Negreiros (Fundação Seade).

 

Editor Responsável - José Tavares Correia de Lira (FAU/USP)

Editora Assistente - Maria Cristina da Silva Leme (FAU/USP)

 

 

 



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