Remanescentes paisagísticos da cidade moderna: apoteose e decadência do Parque Centenário, em Criciúma/SC | Reminiscences landscapes of the modern city: apotheoses and decadence of the Parque Centenário, in Criciúma/SC

Gustavo Rogério De Lucca, Margareth de Castro Afeche Pimenta

Resumo


A industrialização brasileira em meados do século XX estimulou profundas transformações nas paisagens urbanas, constituindo dimensões inéditas para as novas estruturas de circulação e de uso público. Nesse processo, investimentos estatais deram forma a novos espaços abertos que, não raro, reorganizavam o tecido urbano e se inseriam nas cidades como signos de desenvolvimento. Como herança à cidade contemporânea, essa geração de áreas públicas se constitui em um mosaico de referências históricas do urbanismo brasileiro, mas também em um desafio para um país que ainda pouco reconhece seu patrimônio moderno. Na qualidade de objeto de estudo deste artigo, discutem-se as inserções do Parque Centenário – complexo modernista das décadas de 1970 e 80, mas já condenado por descaracterizações diversas – nos imaginários e na estrutura urbana de Criciúma, importante cidade industrial catarinense. Considera-se que o seu reconhecimento como uma das principais obras públicas do modernismo no interior do país permeia quaisquer novas possibilidades para sua preservação.


Palavras-chave


Espaços públicos; paisagens históricas; modernismo; Criciúma; Parque Centenário.

Texto completo:

PDF (PORTUGUÊS)

Referências


BERMAN, M. Tudo que é sólido desmancha no ar: a aventura da modernidade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

BÚRIGO, D. 2015a. Disponível em: . Acesso em: 01 ago. 2016.

______. 2015b. Disponível em: . Acesso em: 01 ago. 2016.

CASTELLS, M. A questão urbana. 3 ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.

COELHO, M. (Org.). Manoel Coelho: arquitetura e design. Curitiba: Manoel Coelho Arquitetura & Design Ltda., 2013.

CRICIÚMA. Lei n. 947, de 11 de abril de 1973. Dispõe sobre o Plano Diretor. Lex: Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2017.

______. Lei n. 1.165, de 4 de Abril de 1975. Autoriza loteamento de área do atual Aeroporto Municipal. Lex: Disponível em: Acesso em: 25 jul. 2017.

GUIDI, A. 8 jun. 2015. Disponível em: Acesso em: 25 jul. 2017

HARVEY, D. Espaços de Esperança. 5. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2012.

HUET, B. A cidade como espaço habitável: alternativas à Carta de Atenas. Revista Arquitetura e Urbanismo, v. 2, n. 9, p. 82-87, dez. 86/jan. 87. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2017.

______. Espaços públicos, espaços residuais. In: ______. Os centros das metrópoles: reflexões e propostas para a cidade democrática do Século XXI. São Paulo: Associação Viva o Centro, 2001. p. 147-151

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Criciúma. Cidades@. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2017.

ISOPPO, K. K. V. Gênese e evolução da indústria cerâmica na região de Criciúma – SC. 2009. 243 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2009.

LEFEBVRE, H. O direito à cidade. São Paulo: Centauro, 2001.

MACEDO, S. S.; SAKATA, F. G. Parques urbanos no Brasil. 2 ed. São Paulo: Ed. USP, 2003.

MCA. Disponível em: Acesso em: 25 jul. 2017.

MONGIN, O. A condição urbana: a cidade na era da globalização. São Paulo: Estação Liberdade, 2009.

MONTANER, J. M. Sistemas arquitetônicos contemporâneos. Barcelona: Editorial Gustavo Gili, 2009.

NASCIMENTO, D. Faces da urbe: Processo identitário e transformações urbanas em Criciúma/SC (1945-1980). Criciúma: EDIUNESC, 2012.

POSSEBON, D. Retrospectiva: Incêndios no Paço Municipal marcam ano difícil para gestão pública. Portal Clicatribuna, Criciúma, 22 dez. 2015. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2017.

PREFEITURA MUNICIPAL DE CRICIÚMA. 1978. Disponível em: . Acesso em: 25 jul. 2017.

SANTOS, M. Por uma outra Globalização. São Paulo: Ed. USP, 2000.

______. Espaço e Método. 5 ed. São Paulo: Ed. USP, 2012.

______. O Espaço do Cidadão. 7 ed. São Paulo: Ed. USP, 2014.

SANTOS, M. A. Crescimento e crise na Região Sul de Santa Catarina. 1995. 186 f. Dissertação (Mestrado em Geografia) – Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 1995.




DOI: http://dx.doi.org/10.22296/2317-1529.2018v20n1p85

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




Direitos autorais 2017 Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais

Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

REVISTA BRASILEIRA DE ESTUDOS URBANOS E REGIONAIS - REV. BRAS. ESTUD. URBANOS REG. (Online)

ISSN: 2317-1529 (eletrônico); 1517-4115 (impresso)

 

Indexadores, Repositórios e Bases de dados:

                              


Redes Sociais: 


Licenciada sob uma Licença Creative Commons:

Desenvolvido por:

Logomarca da Lepidus Tecnologia