https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/issue/feedRevista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais2026-03-06T00:00:00-03:00Profa. Maria do Livramento Miranda Clementinorevista@anpur.org.brOpen Journal SystemsRevista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionaishttps://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7987A metrópole em um vertiginoso conjunto: sobre durações, consciências e devires2025-05-20T11:09:54-03:00Felipe Taumaturgo Rodrigues de Azevedofelipetaumaturgo2@hotmail.com<p>O artigo objetiva uma construção teórico-metodológica que relaciona as condições metropolitanas do período atual a um prospecto mais longo no espaço-tempo. A ideia é conjugar diferentes interpretações acerca do tempo e do espaço em meio à realidade histórica de uma metrópole como a do Rio de Janeiro, fundamental às postulações que envolvem a inauguração da modernidade/colonialidade e a própria semântica metropolitana. Para isso, nos valemos da noção de "vertiginoso conjunto", do filósofo Achille Mbembe (2019) — constructo debruçado sobre a crítica da razão negra em diferentes momentos históricos —, associada à tríade materialização-substrução-projeção, do geógrafo Alvaro Ferreira (2019). Esta última constitui uma proposta teórico-metodológica inclinada à interação imediata entre os seus três termos, desvelando a necessidade de raciocínios centrados na posição relacional entre arquétipos temporais e espaciais para pensar a produção do urbano no presente.</p>2026-04-14T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8008Urbanização extensiva dependente e a reconfiguração logístico-rentista na periferia de metrópoles brasileiras2025-05-31T21:16:35-03:00Aldo Garcia Júniorgarciajunioraldo@gmail.comSidney Piochi Bernardinispiochi@unicamp.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo examina a disseminação de condomínios logísticos em periferias de três metrópoles brasileiras e sua relação com novos padrões de urbanização. Com base no conceito de urbanização extensiva, argumenta-se que esses empreendimentos refletem a disseminação das condições gerais de produção em um contexto de transformações nas dinâmicas espaciais e financeiras da acumulação capitalista. Em paralelo, com o apoio do conceito de nova urbanização dependente, demonstra-se como a lógica do capital rentista e logístico molda esses espaços, expressando uma dinâmica de desenvolvimento subordinado. A análise, teórico-empírica, combina levantamento cartográfico, coleta de dados, consulta à legislação e revisão bibliográfica, articulando dimensões espaciais, econômicas e sociais. Propõe-se, por fim, a categoria-síntese de urbanização extensiva dependente como ferramenta explicativa do fenômeno, evidenciando como a racionalidade logístico-rentista reorganiza e expande o território periférico, reproduzindo mecanismos de espoliação urbana e degradação ambiental, estruturas históricas da dependência, expressas agora sob novas formas.</span></p>2026-04-26T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8277Entre a oralidade e a escrita: uma perspectiva da realidade brasileira na subjetivação de um sentido negro de lugar2025-03-10T11:02:54-03:00Cynthia Bráulio Alvim Bustamantecynthiabraulio@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O artigo objetiva discutir um sentido negro de lugar a partir de uma perspectiva brasileira, cujo passado colonial e escravocrata pode ser identificado nas relações socioespaciais contemporâneas. Propõe-se que essa identificação seja compreendida por meio de processos de escrita e oralidade. A partir da construção teórica desses dois operadores conceituais, foram retomados alguns marcos legais nacionais que viabilizaram a manutenção da exclusão da população negra, materializada no que chamamos de um “</span><em><span style="font-weight: 400;">apartheid </span></em><span style="font-weight: 400;">espacial à brasileira”, que se expressa na urbe. O urbano em foco é a cidade de Belo Horizonte, cujo processo de surgimento foi permeado por ações institucionais legitimadas por escritas legais que possuem uma racialidade intrínseca a elas. Essa mesma escrita encontra um contraponto na oralidade, especialmente no protagonismo matriarcal quilombola, que resiste aos processos hegemônicos como uma forma de reexistência da população negra. </span></p>2026-04-14T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7904Entre a oralidade e a escrita: uma perspectiva da realidade brasileira na subjetivação de um sentido negro de lugar2025-03-10T11:02:54-03:00Cynthia Bráulio Alvim Bustamantecynthiabraulio@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O artigo objetiva discutir um sentido negro de lugar a partir de uma perspectiva brasileira, cujo passado colonial e escravocrata pode ser identificado nas relações socioespaciais contemporâneas. Propõe-se que essa identificação seja compreendida por meio de processos de escrita e oralidade. A partir da construção teórica desses dois operadores conceituais, foram retomados alguns marcos legais nacionais que viabilizaram a manutenção da exclusão da população negra, materializada no que chamamos de um “</span><em><span style="font-weight: 400;">apartheid </span></em><span style="font-weight: 400;">espacial à brasileira”, que se expressa na urbe. O urbano em foco é a cidade de Belo Horizonte, cujo processo de surgimento foi permeado por ações institucionais legitimadas por escritas legais que possuem uma racialidade intrínseca a elas. Essa mesma escrita encontra um contraponto na oralidade, especialmente no protagonismo matriarcal quilombola, que resiste aos processos hegemônicos como uma forma de reexistência da população negra. </span></p>2026-04-12T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8017A planetarização dos riscos e dos desastres socioambientais: desafios e perspectivas para repensar o urbano na América Latina2025-05-31T19:50:20-03:00Aline Michele Pedron Levesalineleves@unipampa.edu.brSabrina Lehnen Stollsabrinastoll.adv@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">A intensificação e a planetarização dos riscos e dos desastres socioambientais impõem desafios inéditos às estruturas sociais, políticas e jurídicas, especialmente na América Latina, região historicamente marcada pela colonialidade do poder e pela urbanização dependente. O problema de pesquisa que norteia este estudo questiona: como a planetarização dos riscos e dos desastres socioambientais desafia o pensamento urbano-regional latino-americano e quais caminhos podem ser construídos para sua refundação a partir de epistemologias críticas e pluriversais? Parte-se da hipótese de que as categorias tradicionais, moldadas pelo eurocentrismo e funcionalismo, são insuficientes para compreender e enfrentar a crise civilizatória expressa na produção desigual dos territórios. O objetivo geral consiste em compreender como a expansão global dos riscos exige reconsiderar o pensamento urbano-regional a partir de epistemologias plurais. Especificamente, busca-se analisar: a) a planetarização dos riscos e a crise socioambiental no Sul Global; b) os limites do paradigma urbano-regional moderno; e c) o urbano na América Latina, repensando-o a partir da lógica dos riscos. Para tanto, emprega-se o método científico hipotético-dedutivo, a abordagem qualitativa e a técnica de pesquisa bibliográfica, baseada em contribuições teóricas críticas. A partir disso, conclui-se que enfrentar a planetarização dos riscos e repensar o urbano-regional na América Latina consiste em uma tarefa teórica, ética e política essencial para a construção de alternativas mais justas, resilientes e plurais diante da emergência climática e das profundas desigualdades territoriais no Sul Global.</span></p>2026-04-11T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8094Fitópolis: a cidade viva em resenha2025-10-15T20:41:50-03:00Máriam Trierveiler Pereiramariam.pereira@ifpr.edu.br<p>Resenha do livro <span style="font-weight: 400;"> </span><em><span style="font-weight: 400;">Fitópolis: </span></em><span style="font-weight: 400;">la ciudad viva</span><em>,</em> de <span style="font-weight: 400;">Stefano Mancuso.</span></p>2026-03-10T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7986Entre a compensação e o silêncio: necropolítica ambiental no Acordo Judicial para Reparação Integral do desastre de Mariana2025-05-20T10:33:55-03:00Ricardo Eustáquio Nogueiraricardonogueira@ufop.edu.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa criticamente o Acordo Judicial de Reparação Integral e Definitiva de 2024, firmado após o rompimento da barragem de Fundão, argumentando que ele institucionaliza uma forma de necropolítica ambiental. Ao transformar o desastre-crime de Mariana (MG) em um problema de gestão técnica e compensação financeira, o acordo desmobiliza a justiça substantiva ao suprimir a continuidade do sofrimento e das reivindicações territoriais. A pesquisa articula ecologia política e crítica do direito, com foco em cláusulas de quitação ampla, renúncia recursal e encerramento litigioso, interpretadas como mecanismos de silenciamento jurídico das comunidades atingidas. Com ênfase na Bacia do Rio Doce, especialmente em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, o estudo evidencia como o modelo adotado reforça a colonialidade do poder, esvaziando saberes e modos de vida locais em nome da previsibilidade jurídica. Conclui-se que a reparação pactuada promove pacificação econômica, e não reconstrução ecológica, cultural e comunitária.</span></p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8264Entre a compensação e o silêncio: necropolítica ambiental no Acordo Judicial para Reparação Integral do desastre de Mariana2025-05-20T10:33:55-03:00Ricardo Eustáquio Nogueiraricardonogueira@ufop.edu.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa criticamente o Acordo Judicial de Reparação Integral e Definitiva de 2024, firmado após o rompimento da barragem de Fundão, argumentando que ele institucionaliza uma forma de necropolítica ambiental. Ao transformar o desastre-crime de Mariana (MG) em um problema de gestão técnica e compensação financeira, o acordo desmobiliza a justiça substantiva ao suprimir a continuidade do sofrimento e das reivindicações territoriais. A pesquisa articula ecologia política e crítica do direito, com foco em cláusulas de quitação ampla, renúncia recursal e encerramento litigioso, interpretadas como mecanismos de silenciamento jurídico das comunidades atingidas. Com ênfase na Bacia do Rio Doce, especialmente em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, o estudo evidencia como o modelo adotado reforça a colonialidade do poder, esvaziando saberes e modos de vida locais em nome da previsibilidade jurídica. Conclui-se que a reparação pactuada promove pacificação econômica, e não reconstrução ecológica, cultural e comunitária.</span></p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7901Governança de cidades inteligentes: uma revisão integrativa da literatura2025-04-27T11:12:58-03:00Jeferson Girardigirardi.unb@gmail.comRicardo Lobato Torresricardotorres@ufpr.br<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo identifica e analisa diferentes configurações da governança de cidades inteligentes, a partir de uma revisão integrativa da literatura. Com base nessa abordagem metodológica, buscou-se integrar diferentes tipos de estudos (quantitativos, qualitativos, teóricos e empíricos), a fim de se obter uma visão abrangente sobre o tema. A sua construção envolveu as seguintes etapas: formulação da pergunta de pesquisa, elaboração de estratégia de busca baseada no modelo Problema, Interesse, Contexto (PICo), aplicação de critérios de inclusão e exclusão, categorização das obras selecionadas, análise e interpretação dos resultados e apresentação da revisão-síntese do conhecimento. Foram consultadas as bases Scopus, Web of Science e Portal de Periódicos Capes, resultando em quatro estudos principais utilizados para a análise. Os dados revelam convergência entre os autores na necessidade de definição dos atributos essenciais para compreender a totalidade do fenômeno. Destaca-se o modelo teórico de Bolívar e Meijer (2016), por sua validação empírica com gestores de cidades europeias, como a proposta metodologicamente mais robusta. Conclui-se que há lacunas empíricas significativas na literatura e recomenda-se a replicação e o refinamento do modelo em diferentes contextos urbanos, de modo a consolidar categorias analíticas e aprimorar estratégias de implementação da governança inteligente.</span></p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7949O constructo de paradigma e o pensar-fazer no urbanismo e no planejamento territorial2025-04-26T11:57:25-03:00Gislaine Elizete Belotogebeloto@uem.brCarla Martins Olivoolivo.carla@gmail.comAna Carolina Xavier Soaresxs.arqurb@gmail.com<p><span style="font-weight: 400;">O artigo apresenta uma revisão teórico-conceitual sobre o constructo de paradigma e sua centralidade na relação entre o pensar e o fazer no urbanismo e no planejamento territorial. Com base em uma análise semântica, lógica e ideológica, o texto percorre a historicidade do termo, destacando as concepções de Thomas Kuhn e Edgar Morin como eixos estruturantes da discussão. Ao considerar o paradigma como lente interpretativa e operativa, os autores deste artigo propõem sua aplicabilidade na leitura crítica de planos, projetos e teorias do urbanismo, do planejamento territorial e do projeto da paisagem, contextos nos quais o conceito de paradigma é fundamental para compreender e avaliar as transformações historicamente ocorridas na prática e no saber profissional.</span></p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7762“Petrópolis vai ‘agachar-se’”: a passagem de Alfred Agache por Petrópolis (RJ) durante o Estado Novo no Brasil (1937-1945)2024-12-23T10:35:19-03:00André Barcelos Damasceno Daibertabddaibert@yahoo.com.br<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo pretende elucidar a pouco estudada passagem do urbanista Alfred Agache pelo interior fluminense no início da década de 1940, com especial destaque para seus trabalhos em Petrópolis (RJ). Além disso, espera-se propiciar a compreensão de como o tema Turismo aparece nas proposições de Agache no período. Para tanto, examinaram-se os discursos proferidos pelo urbanista francês sobre o tema com base nas proposições que ele e sua equipe, formada também por outros urbanistas, como Abelardo Coimbra Bueno, elaboraram para a urbanização da cidade mencionada. Tal levantamento foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes produzidas no período delimitado (1937-1945). Por fim, realizou-se uma análise das ideias propostas pelos urbanistas, confrontando-as com as intervenções que se concretizaram anos depois, em que sobressai a atividade turística como determinante na cidade nos anos posteriores.</span></p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8266“Petrópolis vai ‘agachar-se’”: a passagem de Alfred Agache por Petrópolis (RJ) durante o Estado Novo no Brasil (1937-1945)2024-12-23T10:35:19-03:00André Barcelos Damasceno Daibertabddaibert@yahoo.com.br<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo pretende elucidar a pouco estudada passagem do urbanista Alfred Agache pelo interior fluminense no início da década de 1940, com especial destaque para seus trabalhos em Petrópolis (RJ). Além disso, espera-se propiciar a compreensão de como o tema Turismo aparece nas proposições de Agache no período. Para tanto, examinaram-se os discursos proferidos pelo urbanista francês sobre o tema com base nas proposições que ele e sua equipe, formada também por outros urbanistas, como Abelardo Coimbra Bueno, elaboraram para a urbanização da cidade mencionada. Tal levantamento foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes produzidas no período delimitado (1937-1945). Por fim, realizou-se uma análise das ideias propostas pelos urbanistas, confrontando-as com as intervenções que se concretizaram anos depois, em que sobressai a atividade turística como determinante na cidade nos anos posteriores.</span></p>2026-03-06T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026