Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais
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Revista Brasileira de Estudos Urbanos e RegionaisANPURpt-BRRevista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais1517-4115<p>Autores/as que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>1. Autores/as que publicam na RBEUR mantêm os direitos sobre a sua obra e concedem à revista o direito de primeira publicação, realizada sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Licença Creative Commons Attribution</a> que permite o compartilhamento do trabalho e assevera o reconhecimento da autoria e do veículo de publicação original, a RBEUR.</p> <p>2. Autores/as têm liberdade para publicação e distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), reafirmando a autoria e o reconhecimento do veículo de publicação original, a RBEUR.</p>Reposicionando o planejamento urbano-regional no Brasil: território e escalas
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7960
<p><span style="font-weight: 400;">Qual é o atual lugar do planejamento? Dessa questão inicial, o artigo lança-se a problematizar perspectivas para o planejamento urbano-regional, no Brasil, com base em sua trajetória nacional e em diálogos internacionais. O argumento central reside na necessidade de realizar uma revisão crítica das formas tradicionais de planejar cidades e regiões, tendo em vista as especificidades e as transformações recentes do processo de urbanização brasileiro. Para isso, adotou-se como marco teórico-conceitual o debate escalar como eixo condutor em relação às práticas espaciais emergentes e aos temas territoriais expressivos e consolidados na urbanização contemporânea do país. Metodologicamente, o estudo percorre a trajetória do planejamento urbano-regional à luz dos ciclos de desenvolvimento, examina as disputas conceituais e políticas por meio da teoria e da crítica e, pautando-se em um enfoque empírico, identifica pontos de convergência e aprendizados relevantes para a atuação estatal no campo do ordenamento territorial pelo planejamento.</span></p>Jeferson Cristiano TavaresRicardo TrevisanSidney Bernardini
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2026-05-122026-05-1228110.22296/2317-1529.rbeur.202614ptReposicionando o planejamento urbano-regional no Brasil: território e escalas
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8299
<p><span style="font-weight: 400;">Qual é o atual lugar do planejamento? Dessa questão inicial, o artigo lança-se a problematizar perspectivas para o planejamento urbano-regional, no Brasil, com base em sua trajetória nacional e em diálogos internacionais. O argumento central reside na necessidade de realizar uma revisão crítica das formas tradicionais de planejar cidades e regiões, tendo em vista as especificidades e as transformações recentes do processo de urbanização brasileiro. Para isso, adotou-se como marco teórico-conceitual o debate escalar como eixo condutor em relação às práticas espaciais emergentes e aos temas territoriais expressivos e consolidados na urbanização contemporânea do país. Metodologicamente, o estudo percorre a trajetória do planejamento urbano-regional à luz dos ciclos de desenvolvimento, examina as disputas conceituais e políticas por meio da teoria e da crítica e, pautando-se em um enfoque empírico, identifica pontos de convergência e aprendizados relevantes para a atuação estatal no campo do ordenamento territorial pelo planejamento.</span></p>Jeferson Cristiano TavaresRicardo TrevisanSidney Bernardini
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2026-05-202026-05-2028110.22296/2317-1529.rbeur.202614enTerra e território nos discursos do Bem Viver: ideias para refundar o pensamento urbano-regional latino-americano
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8302
<p><span style="font-weight: 400;">O Bem Viver, noção inspirada na cosmovisão andina, é uma construção político-social que propõe alternativas às concepções hegemônicas de desenvolvimento, fundamentada em valores humanistas, ecológicos e coletivos. Enquanto crítica ao modelo civilizatório moderno-ocidental, questiona os fundamentos da racionalidade capitalista – individualista, utilitarista e produtivista – e os modos como o espaço tem sido produzido, apropriado e segmentado sob essa lógica. Apesar de sua crescente difusão, o conceito segue marcado por disputas semânticas, com ênfases que frequentemente marginalizam sua dimensão territorial – ainda que esta seja essencial para pensar propostas de desenvolvimento alternativas ao </span><em><span style="font-weight: 400;">status quo</span></em><span style="font-weight: 400;">. Este artigo investiga como a noção de território aparece, de forma explícita ou implícita, nos discursos e correntes referentes ao Bem Viver, identificando diferentes abordagens a partir do caso equatoriano. Ao reconhecer a centralidade do território nessa proposta, busca-se contribuir para reconfigurações críticas do pensamento urbano-regional latino-americano, valorizando epistemologias e práticas alternativas de habitar e conviver.</span></p>Janaina MarxKarina Leitão
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2026-05-132026-05-1328110.22296/2317-1529.rbeur.202620enHenri Lefebvre e o terceiro espaço: por uma outra leitura crítica da urbanização latino-americana
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8004
<p><span style="font-weight: 400;">Partindo da noção de “terceiro espaço” em Henri Lefebvre, este artigo propõe uma abordagem crítica da produção do espaço urbano centrada na potência simbólica, poética e política dos usos coletivos e não normativos. Entendido como espaço de apropriação, transgressão e produção de sentido, o terceiro espaço se configura como chave metodológica e epistemológica para reimaginar o urbano a partir da América Latina. Essa perspectiva não apenas coloca em xeque os paradigmas funcionalistas da urbanização neoliberal, mas também ultrapassa epistemologias latino-americanas pretéritas ainda carentes de uma abordagem espacial. De caráter exploratório-analítico e teórico-crítico, a investigação examina experiências urbanas contemporâneas que ativam a dimensão simbólica da cidade – como ocupações e equipamentos públicos – para identificar categorias críticas e formas emergentes de produção do espaço. Ao reinscrever o gozo, o excesso e a alteridade na experiência espacial, argumenta-se que tais práticas constituem campos empíricos de reflexão e experimentação, abrindo brechas para uma produção de conhecimento urbano situada, sensível e insurgente.</span></p>Carolina Akemi Morita NakaharaMariana Wilderom
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2026-05-132026-05-1328110.22296/2317-1529.rbeur.202612ptEntre a oralidade e a escrita: uma perspectiva da realidade brasileira na subjetivação de um sentido negro de lugar
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8277
<p><span style="font-weight: 400;">O artigo objetiva discutir um sentido negro de lugar a partir de uma perspectiva brasileira, cujo passado colonial e escravocrata pode ser identificado nas relações socioespaciais contemporâneas. Propõe-se que essa identificação seja compreendida por meio de processos de escrita e oralidade. A partir da construção teórica desses dois operadores conceituais, foram retomados alguns marcos legais nacionais que viabilizaram a manutenção da exclusão da população negra, materializada no que chamamos de um “</span><em><span style="font-weight: 400;">apartheid </span></em><span style="font-weight: 400;">espacial à brasileira”, que se expressa na urbe. O urbano em foco é a cidade de Belo Horizonte, cujo processo de surgimento foi permeado por ações institucionais legitimadas por escritas legais que possuem uma racialidade intrínseca a elas. Essa mesma escrita encontra um contraponto na oralidade, especialmente no protagonismo matriarcal quilombola, que resiste aos processos hegemônicos como uma forma de reexistência da população negra. </span></p>Cynthia Bráulio Alvim Bustamante
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2026-04-142026-04-1428110.22296/2317-1529.rbeur.202610ptReflexões sobre o pensamento urbano latino-americano: contribuições para uma ecologia política da urbanização
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8303
<p><span style="font-weight: 400;">O artigo se baseia em uma revisão de literatura estendida para apontar possíveis caminhos teóricos que contribuam para uma teoria da urbanização não centrada nas cidades, a partir da América Latina. Apesar dos avanços do pensamento urbano-regional latino-americano na compreensão da dependência estrutural Norte-Sul e de suas implicações urbanas, percebe-se uma lacuna teórica no entendimento da urbanização para além da centralidade dos espaços citadinos, especialmente em relação às dinâmicas urbano-rurais e sociedade-natureza. O artigo incorpora contribuições da Ecologia Política e da Ecologia Política Urbana para a construção de uma Ecologia Política da Urbanização que articule questões rurais, conflitos socioambientais e atividades extrativistas à urbanização em múltiplas escalas, superando leituras lineares dos fluxos rural-urbano e evidenciando continuidades relacionais entre esses espaços. Por fim, defende-se uma perspectiva que contemple a complexidade e as especificidades da região, promovendo a produção de conhecimento junto a atores e movimentos sociais diversos.</span></p>Priscilla Glitz MayrinkSharo Evangelina Lopez JavierGiselle Andrea Osorio-Ardila
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2026-05-132026-05-1328110.22296/2317-1529.rbeur.202619enO estructuralismo latino-americano, o debate escalar e as modernidades múltiplas. Um diálogo para conceituar a América Latina e sua condição periférica.
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7927
<p>O estruturalismo latino-americano não apenas buscou caracterizar o capitalismo periférico latino-americano, mas também contribuiu com conceitos relevantes sobre sua estruturação escalar: o desenvolvimento capitalista em escala mundial, âmbito no qual a condição periférica se concretiza; a especificidade macrorregional da periferia; e o papel dos Estados nacionais, incluindo o papel das estruturas regionais subnacionais no desenvolvimento periférico. O presente trabalho tem como objetivo geral estabelecer um diálogo entre o estruturalismo latino-americano e o debate que explicitou a organização escalar do sistema-mundo. Busca-se mostrar como ambas as abordagens podem se enriquecer mutuamente e quais limites encontram, particularmente ao conceituar a especificidade da escala macrorregional dos espaços periféricos. Diante disso, o trabalho propõe abordar essa problemática utilizando a ideia de modernidades múltiplas e combinadas, como forma de caracterizar a América Latina e sua condição periférica.</p>Ignacio Trucco
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2026-05-122026-05-1228110.22296/2317-1529.rbeur.202621Urbanização extensiva dependente e a reconfiguração logístico-rentista na periferia de metrópoles brasileiras
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8008
<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo examina a disseminação de condomínios logísticos em periferias de três metrópoles brasileiras e sua relação com novos padrões de urbanização. Com base no conceito de urbanização extensiva, argumenta-se que esses empreendimentos refletem a disseminação das condições gerais de produção em um contexto de transformações nas dinâmicas espaciais e financeiras da acumulação capitalista. Em paralelo, com o apoio do conceito de nova urbanização dependente, demonstra-se como a lógica do capital rentista e logístico molda esses espaços, expressando uma dinâmica de desenvolvimento subordinado. A análise, teórico-empírica, combina levantamento cartográfico, coleta de dados, consulta à legislação e revisão bibliográfica, articulando dimensões espaciais, econômicas e sociais. Propõe-se, por fim, a categoria-síntese de urbanização extensiva dependente como ferramenta explicativa do fenômeno, evidenciando como a racionalidade logístico-rentista reorganiza e expande o território periférico, reproduzindo mecanismos de espoliação urbana e degradação ambiental, estruturas históricas da dependência, expressas agora sob novas formas.</span></p>Aldo Garcia JúniorSidney Piochi Bernardini
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2026-04-262026-04-2628110.22296/2317-1529.rbeur.202611Henri Lefebvre e o terceiro espaço: por uma outra leitura crítica da urbanização latino-americana
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8300
<p><span style="font-weight: 400;">Partindo da noção de “terceiro espaço” em Henri Lefebvre, este artigo propõe uma abordagem crítica da produção do espaço urbano centrada na potência simbólica, poética e política dos usos coletivos e não normativos. Entendido como espaço de apropriação, transgressão e produção de sentido, o terceiro espaço se configura como chave metodológica e epistemológica para reimaginar o urbano a partir da América Latina. Essa perspectiva não apenas coloca em xeque os paradigmas funcionalistas da urbanização neoliberal, mas também ultrapassa epistemologias latino-americanas pretéritas ainda carentes de uma abordagem espacial. De caráter exploratório-analítico e teórico-crítico, a investigação examina experiências urbanas contemporâneas que ativam a dimensão simbólica da cidade – como ocupações e equipamentos públicos – para identificar categorias críticas e formas emergentes de produção do espaço. Ao reinscrever o gozo, o excesso e a alteridade na experiência espacial, argumenta-se que tais práticas constituem campos empíricos de reflexão e experimentação, abrindo brechas para uma produção de conhecimento urbano situada, sensível e insurgente.</span></p>Carolina Akemi Morita NakaharaMariana Wilderom
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2026-05-122026-05-1228110.22296/2317-1529.rbeur.202612enA metrópole em um vertiginoso conjunto: sobre durações, consciências e devires
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7987
<p>O artigo objetiva uma construção teórico-metodológica que relaciona as condições metropolitanas do período atual a um prospecto mais longo no espaço-tempo. A ideia é conjugar diferentes interpretações acerca do tempo e do espaço em meio à realidade histórica de uma metrópole como a do Rio de Janeiro, fundamental às postulações que envolvem a inauguração da modernidade/colonialidade e a própria semântica metropolitana. Para isso, nos valemos da noção de "vertiginoso conjunto", do filósofo Achille Mbembe (2019) — constructo debruçado sobre a crítica da razão negra em diferentes momentos históricos —, associada à tríade materialização-substrução-projeção, do geógrafo Alvaro Ferreira (2019). Esta última constitui uma proposta teórico-metodológica inclinada à interação imediata entre os seus três termos, desvelando a necessidade de raciocínios centrados na posição relacional entre arquétipos temporais e espaciais para pensar a produção do urbano no presente.</p>Felipe Taumaturgo Rodrigues de Azevedo
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2026-04-142026-04-1428110.22296/2317-1529.rbeur.202602Reflexões sobre o pensamento urbano latino-americano: contribuições para uma ecologia política da urbanização
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8023
<p><span style="font-weight: 400;">O artigo se baseia em uma revisão de literatura estendida para apontar possíveis caminhos teóricos que contribuam para uma teoria da urbanização não centrada nas cidades, a partir da América Latina. Apesar dos avanços do pensamento urbano-regional latino-americano na compreensão da dependência estrutural Norte-Sul e de suas implicações urbanas, percebe-se uma lacuna teórica no entendimento da urbanização para além da centralidade dos espaços citadinos, especialmente em relação às dinâmicas urbano-rurais e sociedade-natureza. O artigo incorpora contribuições da Ecologia Política e da Ecologia Política Urbana para a construção de uma Ecologia Política da Urbanização que articule questões rurais, conflitos socioambientais e atividades extrativistas à urbanização em múltiplas escalas, superando leituras lineares dos fluxos rural-urbano e evidenciando continuidades relacionais entre esses espaços. Por fim, defende-se uma perspectiva que contemple a complexidade e as especificidades da região, promovendo a produção de conhecimento junto a atores e movimentos sociais diversos.</span></p>Priscilla Glitz MayrinkSharo Evangelina Lopez JavierGiselle Andrea Osorio-Ardila
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2026-05-132026-05-1328110.22296/2317-1529.rbeur.202619ptTerra e território nos discursos do Bem Viver: ideias para refundar o pensamento urbano-regional latino-americano
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8009
<p><span style="font-weight: 400;">O Bem Viver, noção inspirada na cosmovisão andina, é uma construção político-social que propõe alternativas às concepções hegemônicas de desenvolvimento, fundamentada em valores humanistas, ecológicos e coletivos. Enquanto crítica ao modelo civilizatório moderno-ocidental, questiona os fundamentos da racionalidade capitalista – individualista, utilitarista e produtivista – e os modos como o espaço tem sido produzido, apropriado e segmentado sob essa lógica. Apesar de sua crescente difusão, o conceito segue marcado por disputas semânticas, com ênfases que frequentemente marginalizam sua dimensão territorial – ainda que esta seja essencial para pensar propostas de desenvolvimento alternativas ao </span><em><span style="font-weight: 400;">status quo</span></em><span style="font-weight: 400;">. Este artigo investiga como a noção de território aparece, de forma explícita ou implícita, nos discursos e correntes referentes ao Bem Viver, identificando diferentes abordagens a partir do caso equatoriano. Ao reconhecer a centralidade do território nessa proposta, busca-se contribuir para reconfigurações críticas do pensamento urbano-regional latino-americano, valorizando epistemologias e práticas alternativas de habitar e conviver.</span></p>Janaina MarxKarina Leitão
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2026-05-132026-05-1328110.22296/2317-1529.rbeur.202620ptEntre a oralidade e a escrita: uma perspectiva da realidade brasileira na subjetivação de um sentido negro de lugar
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7904
<p><span style="font-weight: 400;">O artigo objetiva discutir um sentido negro de lugar a partir de uma perspectiva brasileira, cujo passado colonial e escravocrata pode ser identificado nas relações socioespaciais contemporâneas. Propõe-se que essa identificação seja compreendida por meio de processos de escrita e oralidade. A partir da construção teórica desses dois operadores conceituais, foram retomados alguns marcos legais nacionais que viabilizaram a manutenção da exclusão da população negra, materializada no que chamamos de um “</span><em><span style="font-weight: 400;">apartheid </span></em><span style="font-weight: 400;">espacial à brasileira”, que se expressa na urbe. O urbano em foco é a cidade de Belo Horizonte, cujo processo de surgimento foi permeado por ações institucionais legitimadas por escritas legais que possuem uma racialidade intrínseca a elas. Essa mesma escrita encontra um contraponto na oralidade, especialmente no protagonismo matriarcal quilombola, que resiste aos processos hegemônicos como uma forma de reexistência da população negra. </span></p>Cynthia Bráulio Alvim Bustamante
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2026-04-122026-04-1228110.22296/2317-1529.rbeur.20261enA planetarização dos riscos e dos desastres socioambientais: desafios e perspectivas para repensar o urbano na América Latina
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8017
<p><span style="font-weight: 400;">A intensificação e a planetarização dos riscos e dos desastres socioambientais impõem desafios inéditos às estruturas sociais, políticas e jurídicas, especialmente na América Latina, região historicamente marcada pela colonialidade do poder e pela urbanização dependente. O problema de pesquisa que norteia este estudo questiona: como a planetarização dos riscos e dos desastres socioambientais desafia o pensamento urbano-regional latino-americano e quais caminhos podem ser construídos para sua refundação a partir de epistemologias críticas e pluriversais? Parte-se da hipótese de que as categorias tradicionais, moldadas pelo eurocentrismo e funcionalismo, são insuficientes para compreender e enfrentar a crise civilizatória expressa na produção desigual dos territórios. O objetivo geral consiste em compreender como a expansão global dos riscos exige reconsiderar o pensamento urbano-regional a partir de epistemologias plurais. Especificamente, busca-se analisar: a) a planetarização dos riscos e a crise socioambiental no Sul Global; b) os limites do paradigma urbano-regional moderno; e c) o urbano na América Latina, repensando-o a partir da lógica dos riscos. Para tanto, emprega-se o método científico hipotético-dedutivo, a abordagem qualitativa e a técnica de pesquisa bibliográfica, baseada em contribuições teóricas críticas. A partir disso, conclui-se que enfrentar a planetarização dos riscos e repensar o urbano-regional na América Latina consiste em uma tarefa teórica, ética e política essencial para a construção de alternativas mais justas, resilientes e plurais diante da emergência climática e das profundas desigualdades territoriais no Sul Global.</span></p>Aline Michele Pedron LevesSabrina Lehnen Stoll
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2026-04-112026-04-1128110.22296/2317-1529.rbeur.202605Resenha: Uma viagem ao pensamento sobre a cidade latino-americana em tempos de soberania
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8198
<p>Resenha do livro <em data-start="17" data-end="90">A cidade latino-americana: uma figura da imaginação social do século XX</em>, de <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Adrián Gorelik</span></span></p>Ana Claudia Scaglione Veiga de Castro
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2026-05-102026-05-1028110.22296/2317-1529.rbeur.202618Ocupar um lugar no mundo: feminismo comunitário e planejamento insurgente no Bosque das Caboclas, zona oeste do Rio de Janeiro
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8046
<p><span style="font-weight: 400;">O artigo tem como objetivo analisar a ocupação urbana Bosque das Caboclas como prática de resistência feminista, antirracista e decolonial, evidenciando como a produção do espaço por mulheres revela disputas territoriais, epistemológicas e jurídicas. Com base no testemunho de dona Hellen, líder comunitária, investiga-se de que forma o planejamento urbano e o aparato jurídico-normativo, estruturados também por meio da colonialidade do saber e do poder, reforçam a transitoriedade permanente e a estigmatização territorial. Ao mesmo tempo, discute-se como práticas coletivas de cuidado, organização comunitária e reivindicação de reconhecimento configuram estratégias insurgentes de permanência e legitimidade. Ao articular metodologias feministas e decoloniais, o artigo evidencia a importância de outras epistemologias na imaginação de cidades que reconheçam a vida cotidiana e as lutas das mulheres.</span></p>Poliana Gonçalves Monteiro
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2026-05-122026-05-1228110.22296/2317-1529.rbeur.202617Entre a compensação e o silêncio: necropolítica ambiental no Acordo Judicial para Reparação Integral do desastre de Mariana
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7986
<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa criticamente o Acordo Judicial de Reparação Integral e Definitiva de 2024, firmado após o rompimento da barragem de Fundão, argumentando que ele institucionaliza uma forma de necropolítica ambiental. Ao transformar o desastre-crime de Mariana (MG) em um problema de gestão técnica e compensação financeira, o acordo desmobiliza a justiça substantiva ao suprimir a continuidade do sofrimento e das reivindicações territoriais. A pesquisa articula ecologia política e crítica do direito, com foco em cláusulas de quitação ampla, renúncia recursal e encerramento litigioso, interpretadas como mecanismos de silenciamento jurídico das comunidades atingidas. Com ênfase na Bacia do Rio Doce, especialmente em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, o estudo evidencia como o modelo adotado reforça a colonialidade do poder, esvaziando saberes e modos de vida locais em nome da previsibilidade jurídica. Conclui-se que a reparação pactuada promove pacificação econômica, e não reconstrução ecológica, cultural e comunitária.</span></p>Ricardo Eustáquio Nogueira
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2026-03-062026-03-0628110.22296/2317-1529.rbeur.202607ptEntre a compensação e o silêncio: necropolítica ambiental no Acordo Judicial para Reparação Integral do desastre de Mariana
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8264
<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa criticamente o Acordo Judicial de Reparação Integral e Definitiva de 2024, firmado após o rompimento da barragem de Fundão, argumentando que ele institucionaliza uma forma de necropolítica ambiental. Ao transformar o desastre-crime de Mariana (MG) em um problema de gestão técnica e compensação financeira, o acordo desmobiliza a justiça substantiva ao suprimir a continuidade do sofrimento e das reivindicações territoriais. A pesquisa articula ecologia política e crítica do direito, com foco em cláusulas de quitação ampla, renúncia recursal e encerramento litigioso, interpretadas como mecanismos de silenciamento jurídico das comunidades atingidas. Com ênfase na Bacia do Rio Doce, especialmente em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, o estudo evidencia como o modelo adotado reforça a colonialidade do poder, esvaziando saberes e modos de vida locais em nome da previsibilidade jurídica. Conclui-se que a reparação pactuada promove pacificação econômica, e não reconstrução ecológica, cultural e comunitária.</span></p>Ricardo Eustáquio Nogueira
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2026-03-062026-03-0628110.22296/2317-1529.rbeur.202607enGovernança de cidades inteligentes: uma revisão integrativa da literatura
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7901
<p><span style="font-weight: 400;">Este artigo identifica e analisa diferentes configurações da governança de cidades inteligentes, a partir de uma revisão integrativa da literatura. Com base nessa abordagem metodológica, buscou-se integrar diferentes tipos de estudos (quantitativos, qualitativos, teóricos e empíricos), a fim de se obter uma visão abrangente sobre o tema. A sua construção envolveu as seguintes etapas: formulação da pergunta de pesquisa, elaboração de estratégia de busca baseada no modelo Problema, Interesse, Contexto (PICo), aplicação de critérios de inclusão e exclusão, categorização das obras selecionadas, análise e interpretação dos resultados e apresentação da revisão-síntese do conhecimento. Foram consultadas as bases Scopus, Web of Science e Portal de Periódicos Capes, resultando em quatro estudos principais utilizados para a análise. Os dados revelam convergência entre os autores na necessidade de definição dos atributos essenciais para compreender a totalidade do fenômeno. Destaca-se o modelo teórico de Bolívar e Meijer (2016), por sua validação empírica com gestores de cidades europeias, como a proposta metodologicamente mais robusta. Conclui-se que há lacunas empíricas significativas na literatura e recomenda-se a replicação e o refinamento do modelo em diferentes contextos urbanos, de modo a consolidar categorias analíticas e aprimorar estratégias de implementação da governança inteligente.</span></p>Jeferson GirardiRicardo Lobato Torres
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2026-03-062026-03-0628110.22296/2317-1529.rbeur.202608O constructo de paradigma e o pensar-fazer no urbanismo e no planejamento territorial
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7949
<p><span style="font-weight: 400;">O artigo apresenta uma revisão teórico-conceitual sobre o constructo de paradigma e sua centralidade na relação entre o pensar e o fazer no urbanismo e no planejamento territorial. Com base em uma análise semântica, lógica e ideológica, o texto percorre a historicidade do termo, destacando as concepções de Thomas Kuhn e Edgar Morin como eixos estruturantes da discussão. Ao considerar o paradigma como lente interpretativa e operativa, os autores deste artigo propõem sua aplicabilidade na leitura crítica de planos, projetos e teorias do urbanismo, do planejamento territorial e do projeto da paisagem, contextos nos quais o conceito de paradigma é fundamental para compreender e avaliar as transformações historicamente ocorridas na prática e no saber profissional.</span></p>Gislaine Elizete BelotoCarla Martins OlivoAna Carolina Xavier Soares
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2026-03-062026-03-0628110.22296/2317-1529.rbeur.202609“Petrópolis vai ‘agachar-se’”: a passagem de Alfred Agache por Petrópolis (RJ) durante o Estado Novo no Brasil (1937-1945)
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7762
<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo pretende elucidar a pouco estudada passagem do urbanista Alfred Agache pelo interior fluminense no início da década de 1940, com especial destaque para seus trabalhos em Petrópolis (RJ). Além disso, espera-se propiciar a compreensão de como o tema Turismo aparece nas proposições de Agache no período. Para tanto, examinaram-se os discursos proferidos pelo urbanista francês sobre o tema com base nas proposições que ele e sua equipe, formada também por outros urbanistas, como Abelardo Coimbra Bueno, elaboraram para a urbanização da cidade mencionada. Tal levantamento foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes produzidas no período delimitado (1937-1945). Por fim, realizou-se uma análise das ideias propostas pelos urbanistas, confrontando-as com as intervenções que se concretizaram anos depois, em que sobressai a atividade turística como determinante na cidade nos anos posteriores.</span></p>André Barcelos Damasceno Daibert
Copyright (c) 2026
http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-062026-03-0628110.22296/2317-1529.rbeur.202606pt“Petrópolis vai ‘agachar-se’”: a passagem de Alfred Agache por Petrópolis (RJ) durante o Estado Novo no Brasil (1937-1945)
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8266
<p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo pretende elucidar a pouco estudada passagem do urbanista Alfred Agache pelo interior fluminense no início da década de 1940, com especial destaque para seus trabalhos em Petrópolis (RJ). Além disso, espera-se propiciar a compreensão de como o tema Turismo aparece nas proposições de Agache no período. Para tanto, examinaram-se os discursos proferidos pelo urbanista francês sobre o tema com base nas proposições que ele e sua equipe, formada também por outros urbanistas, como Abelardo Coimbra Bueno, elaboraram para a urbanização da cidade mencionada. Tal levantamento foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes produzidas no período delimitado (1937-1945). Por fim, realizou-se uma análise das ideias propostas pelos urbanistas, confrontando-as com as intervenções que se concretizaram anos depois, em que sobressai a atividade turística como determinante na cidade nos anos posteriores.</span></p>André Barcelos Damasceno Daibert
Copyright (c) 2026
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2026-03-062026-03-0628110.22296/2317-1529.rbeur.202606enFitópolis: a cidade viva em resenha
https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8094
<p>Resenha do livro <span style="font-weight: 400;"> </span><em><span style="font-weight: 400;">Fitópolis: </span></em><span style="font-weight: 400;">la ciudad viva</span><em>,</em> de <span style="font-weight: 400;">Stefano Mancuso.</span></p>Máriam Trierveiler Pereira
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http://creativecommons.org/licenses/by/4.0
2026-03-102026-03-1028110.22296/2317-1529.rbeur.202603