Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais https://rbeur.anpur.org.br/rbeur Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais pt-BR <p>Autores/as que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:</p> <p>1. Autores/as que publicam na RBEUR mantêm os direitos sobre a sua obra e concedem à revista o direito de primeira publicação, realizada sob a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/">Licença Creative Commons Attribution</a>&nbsp;que permite o compartilhamento do trabalho e assevera o reconhecimento da autoria e do veículo de publicação original, a RBEUR.</p> <p>2. Autores/as têm liberdade para publicação e distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), reafirmando a autoria e o reconhecimento do veículo de publicação original, a RBEUR.</p> revista@anpur.org.br (Profa. Maria do Livramento Miranda Clementino) revista@anpur.org.br (Heitor Vianna Moura) Fri, 06 Mar 2026 00:00:00 -0300 OJS 3.3.0.20 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 A metrópole em um vertiginoso conjunto: sobre durações, consciências e devires https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7987 <p>O artigo objetiva uma construção teórico-metodológica que relaciona as condições metropolitanas do período atual a um prospecto mais longo no espaço-tempo. A ideia é conjugar diferentes interpretações acerca do tempo e do espaço em meio à realidade histórica de uma metrópole como a do Rio de Janeiro, fundamental às postulações que envolvem a inauguração da modernidade/colonialidade e a própria semântica metropolitana. Para isso, nos valemos da noção de "vertiginoso conjunto", do filósofo Achille Mbembe (2019) — constructo debruçado sobre a crítica da razão negra em diferentes momentos históricos —, associada à tríade materialização-substrução-projeção, do geógrafo Alvaro Ferreira (2019). Esta última constitui uma proposta teórico-metodológica inclinada à interação imediata entre os seus três termos, desvelando a necessidade de raciocínios centrados na posição relacional entre arquétipos temporais e espaciais para pensar a produção do urbano no presente.</p> Felipe Taumaturgo Rodrigues de Azevedo Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7987 Tue, 14 Apr 2026 00:00:00 -0300 Entre a oralidade e a escrita: uma perspectiva da realidade brasileira na subjetivação de um sentido negro de lugar https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8277 <p><span style="font-weight: 400;">O artigo objetiva discutir um sentido negro de lugar a partir de uma perspectiva brasileira, cujo passado colonial e escravocrata pode ser identificado nas relações socioespaciais contemporâneas. Propõe-se que essa identificação seja compreendida por meio de processos de escrita e oralidade. A partir da construção teórica desses dois operadores conceituais, foram retomados alguns marcos legais nacionais que viabilizaram a manutenção da exclusão da população negra, materializada no que chamamos de um “</span><em><span style="font-weight: 400;">apartheid </span></em><span style="font-weight: 400;">espacial à brasileira”, que se expressa na urbe. O urbano em foco é a cidade de Belo Horizonte, cujo processo de surgimento foi permeado por ações institucionais legitimadas por escritas legais que possuem uma racialidade intrínseca a elas. Essa mesma escrita encontra um contraponto na oralidade, especialmente no protagonismo matriarcal quilombola, que resiste aos processos hegemônicos como uma forma de reexistência da população negra. </span></p> Cynthia Bráulio Alvim Bustamante Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8277 Tue, 14 Apr 2026 00:00:00 -0300 Entre a oralidade e a escrita: uma perspectiva da realidade brasileira na subjetivação de um sentido negro de lugar https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7904 <p><span style="font-weight: 400;">O artigo objetiva discutir um sentido negro de lugar a partir de uma perspectiva brasileira, cujo passado colonial e escravocrata pode ser identificado nas relações socioespaciais contemporâneas. Propõe-se que essa identificação seja compreendida por meio de processos de escrita e oralidade. A partir da construção teórica desses dois operadores conceituais, foram retomados alguns marcos legais nacionais que viabilizaram a manutenção da exclusão da população negra, materializada no que chamamos de um “</span><em><span style="font-weight: 400;">apartheid </span></em><span style="font-weight: 400;">espacial à brasileira”, que se expressa na urbe. O urbano em foco é a cidade de Belo Horizonte, cujo processo de surgimento foi permeado por ações institucionais legitimadas por escritas legais que possuem uma racialidade intrínseca a elas. Essa mesma escrita encontra um contraponto na oralidade, especialmente no protagonismo matriarcal quilombola, que resiste aos processos hegemônicos como uma forma de reexistência da população negra. </span></p> Cynthia Bráulio Alvim Bustamante Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7904 Sun, 12 Apr 2026 00:00:00 -0300 A planetarização dos riscos e dos desastres socioambientais: desafios e perspectivas para repensar o urbano na América Latina https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8017 <p><span style="font-weight: 400;">A intensificação e a planetarização dos riscos e dos desastres socioambientais impõem desafios inéditos às estruturas sociais, políticas e jurídicas, especialmente na América Latina, região historicamente marcada pela colonialidade do poder e pela urbanização dependente. O problema de pesquisa que norteia este estudo questiona: como a planetarização dos riscos e dos desastres socioambientais desafia o pensamento urbano-regional latino-americano e quais caminhos podem ser construídos para sua refundação a partir de epistemologias críticas e pluriversais? Parte-se da hipótese de que as categorias tradicionais, moldadas pelo eurocentrismo e funcionalismo, são insuficientes para compreender e enfrentar a crise civilizatória expressa na produção desigual dos territórios. O objetivo geral consiste em compreender como a expansão global dos riscos exige reconsiderar o pensamento urbano-regional a partir de epistemologias plurais. Especificamente, busca-se analisar: a) a planetarização dos riscos e a crise socioambiental no Sul Global; b) os limites do paradigma urbano-regional moderno; e c) o urbano na América Latina, repensando-o a partir da lógica dos riscos. Para tanto, emprega-se o método científico hipotético-dedutivo, a abordagem qualitativa e a técnica de pesquisa bibliográfica, baseada em contribuições teóricas críticas. A partir disso, conclui-se que enfrentar a planetarização dos riscos e repensar o urbano-regional na América Latina consiste em uma tarefa teórica, ética e política essencial para a construção de alternativas mais justas, resilientes e plurais diante da emergência climática e das profundas desigualdades territoriais no Sul Global.</span></p> Aline Michele Pedron Leves, Sabrina Lehnen Stoll Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8017 Sat, 11 Apr 2026 00:00:00 -0300 Entre a compensação e o silêncio: necropolítica ambiental no Acordo Judicial para Reparação Integral do desastre de Mariana https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7986 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa criticamente o Acordo Judicial de Reparação Integral e Definitiva de 2024, firmado após o rompimento da barragem de Fundão, argumentando que ele institucionaliza uma forma de necropolítica ambiental. Ao transformar o desastre-crime de Mariana (MG) em um problema de gestão técnica e compensação financeira, o acordo desmobiliza a justiça substantiva ao suprimir a continuidade do sofrimento e das reivindicações territoriais. A pesquisa articula ecologia política e crítica do direito, com foco em cláusulas de quitação ampla, renúncia recursal e encerramento litigioso, interpretadas como mecanismos de silenciamento jurídico das comunidades atingidas. Com ênfase na Bacia do Rio Doce, especialmente em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, o estudo evidencia como o modelo adotado reforça a colonialidade do poder, esvaziando saberes e modos de vida locais em nome da previsibilidade jurídica. Conclui-se que a reparação pactuada promove pacificação econômica, e não reconstrução ecológica, cultural e comunitária.</span></p> Ricardo Eustáquio Nogueira Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7986 Fri, 06 Mar 2026 00:00:00 -0300 Entre a compensação e o silêncio: necropolítica ambiental no Acordo Judicial para Reparação Integral do desastre de Mariana https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8264 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa criticamente o Acordo Judicial de Reparação Integral e Definitiva de 2024, firmado após o rompimento da barragem de Fundão, argumentando que ele institucionaliza uma forma de necropolítica ambiental. Ao transformar o desastre-crime de Mariana (MG) em um problema de gestão técnica e compensação financeira, o acordo desmobiliza a justiça substantiva ao suprimir a continuidade do sofrimento e das reivindicações territoriais. A pesquisa articula ecologia política e crítica do direito, com foco em cláusulas de quitação ampla, renúncia recursal e encerramento litigioso, interpretadas como mecanismos de silenciamento jurídico das comunidades atingidas. Com ênfase na Bacia do Rio Doce, especialmente em Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo, o estudo evidencia como o modelo adotado reforça a colonialidade do poder, esvaziando saberes e modos de vida locais em nome da previsibilidade jurídica. Conclui-se que a reparação pactuada promove pacificação econômica, e não reconstrução ecológica, cultural e comunitária.</span></p> Ricardo Eustáquio Nogueira Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8264 Fri, 06 Mar 2026 00:00:00 -0300 Governança de cidades inteligentes: uma revisão integrativa da literatura https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7901 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo identifica e analisa diferentes configurações da governança de cidades inteligentes, a partir de uma revisão integrativa da literatura. Com base nessa abordagem metodológica, buscou-se integrar diferentes tipos de estudos (quantitativos, qualitativos, teóricos e empíricos), a fim de se obter uma visão abrangente sobre o tema. A sua construção envolveu as seguintes etapas: formulação da pergunta de pesquisa, elaboração de estratégia de busca baseada no modelo Problema, Interesse, Contexto (PICo), aplicação de critérios de inclusão e exclusão, categorização das obras selecionadas, análise e interpretação dos resultados e apresentação da revisão-síntese do conhecimento. Foram consultadas as bases Scopus, Web of Science e Portal de Periódicos Capes, resultando em quatro estudos principais utilizados para a análise. Os dados revelam convergência entre os autores na necessidade de definição dos atributos essenciais para compreender a totalidade do fenômeno. Destaca-se o modelo teórico de Bolívar e Meijer (2016), por sua validação empírica com gestores de cidades europeias, como a proposta metodologicamente mais robusta. Conclui-se que há lacunas empíricas significativas na literatura e recomenda-se a replicação e o refinamento do modelo em diferentes contextos urbanos, de modo a consolidar categorias analíticas e aprimorar estratégias de implementação da governança inteligente.</span></p> Jeferson Girardi, Ricardo Lobato Torres Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7901 Fri, 06 Mar 2026 00:00:00 -0300 O constructo de paradigma e o pensar-fazer no urbanismo e no planejamento territorial https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7949 <p><span style="font-weight: 400;">O artigo apresenta uma revisão teórico-conceitual sobre o constructo de paradigma e sua centralidade na relação entre o pensar e o fazer no urbanismo e no planejamento territorial. Com base em uma análise semântica, lógica e ideológica, o texto percorre a historicidade do termo, destacando as concepções de Thomas Kuhn e Edgar Morin como eixos estruturantes da discussão. Ao considerar o paradigma como lente interpretativa e operativa, os autores deste artigo propõem sua aplicabilidade na leitura crítica de planos, projetos e teorias do urbanismo, do planejamento territorial e do projeto da paisagem, contextos nos quais o conceito de paradigma é fundamental para compreender e avaliar as transformações historicamente ocorridas na prática e no saber profissional.</span></p> Gislaine Elizete Beloto, Carla Martins Olivo, Ana Carolina Xavier Soares Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7949 Fri, 06 Mar 2026 00:00:00 -0300 “Petrópolis vai ‘agachar-se’”: a passagem de Alfred Agache por Petrópolis (RJ) durante o Estado Novo no Brasil (1937-1945) https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7762 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo pretende elucidar a pouco estudada passagem do urbanista Alfred Agache pelo interior fluminense no início da década de 1940, com especial destaque para seus trabalhos em Petrópolis (RJ). Além disso, espera-se propiciar a compreensão de como o tema Turismo aparece nas proposições de Agache no período. Para tanto, examinaram-se os discursos proferidos pelo urbanista francês sobre o tema com base nas proposições que ele e sua equipe, formada também por outros urbanistas, como Abelardo Coimbra Bueno, elaboraram para a urbanização da cidade mencionada. Tal levantamento foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes produzidas no período delimitado (1937-1945). Por fim, realizou-se uma análise das ideias propostas pelos urbanistas, confrontando-as com as intervenções que se concretizaram anos depois, em que sobressai a atividade turística como determinante na cidade nos anos posteriores.</span></p> André Barcelos Damasceno Daibert Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/7762 Fri, 06 Mar 2026 00:00:00 -0300 “Petrópolis vai ‘agachar-se’”: a passagem de Alfred Agache por Petrópolis (RJ) durante o Estado Novo no Brasil (1937-1945) https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8266 <p><span style="font-weight: 400;">O presente artigo pretende elucidar a pouco estudada passagem do urbanista Alfred Agache pelo interior fluminense no início da década de 1940, com especial destaque para seus trabalhos em Petrópolis (RJ). Além disso, espera-se propiciar a compreensão de como o tema Turismo aparece nas proposições de Agache no período. Para tanto, examinaram-se os discursos proferidos pelo urbanista francês sobre o tema com base nas proposições que ele e sua equipe, formada também por outros urbanistas, como Abelardo Coimbra Bueno, elaboraram para a urbanização da cidade mencionada. Tal levantamento foi realizado por meio de pesquisa documental em fontes produzidas no período delimitado (1937-1945). Por fim, realizou-se uma análise das ideias propostas pelos urbanistas, confrontando-as com as intervenções que se concretizaram anos depois, em que sobressai a atividade turística como determinante na cidade nos anos posteriores.</span></p> André Barcelos Damasceno Daibert Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8266 Fri, 06 Mar 2026 00:00:00 -0300 Fitópolis: a cidade viva em resenha https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8094 <p>Resenha do livro <span style="font-weight: 400;"> </span><em><span style="font-weight: 400;">Fitópolis: </span></em><span style="font-weight: 400;">la ciudad viva</span><em>,</em> de <span style="font-weight: 400;">Stefano Mancuso.</span></p> Máriam Trierveiler Pereira Copyright (c) 2026 http://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://rbeur.anpur.org.br/rbeur/article/view/8094 Tue, 10 Mar 2026 00:00:00 -0300