Riots, social movements and the “making of the working class”: forms of popular organization and urban protest in São Paulo (1945-1964) | Quebra-quebras, movimentos sociais e a “formação da classe trabalhadora”: formas de organização popular e protesto urbano em São Paulo (1945-1964)

  • Marcos Virgílio da Silva Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, UniFIAM-FAAM, São Paulo, SP
Palavras-chave: protest, social movements, São Paulo, urban movement, Social history.

Resumo

The present article investigates the expressions of popular demands and discontent within three forms of manifestation: riots, non-class-based “social movements”, and movements organized by the “working classes” or “workers”. By examining these different movements we expect to problematize the recurring literature surrounding these movements, which has often characterized them as being insufficient or incomplete, reactive and subordinate to higher authorities, thus being void of any transforming power. It is therefore hoped that this article may contribute to a debate that would seek to transcend the very frequently encountered viewpoint that popular protests have been sporadic, rare phenomena throughout Brazilian history.

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Biografia do Autor

Marcos Virgílio da Silva, Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, UniFIAM-FAAM, São Paulo, SP
Arquiteto urbanista, mestre (2005) e doutor (2011) em História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (FAUUSP). Docente e pesquisador em Planejamento Urbano e Regional, História e Fundamentos da Arquitetura e Urbanismo no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo e na FIAMFAAM Centro Universitário. Pesquisador integrante do Laboratório de Fundamentos Sociais da Arquitetura e Urbanismo (LABFAU) da FAUUSP, no grupo de pesquisa de História Social do Trabalho e da Tecnologia como Fundamentos Sociais da Arquitetura e Urbanismo.

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Publicado
2015-12-20
Seção
Artigos | Articles: Cidades e insurgências: novos e velhos conflitos, agências e direitos