IDH, indicadores sintéticos e suas aplicações em políticas públicas: uma análise crítica

  • José Ribeiro Soares Guimarães Estudos e Pesquisas da SEI/BA
  • Paulo de Martino Jannuzzi Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE
Palavras-chave: indicadores sociais, indicadores sintéticos, Índice de Desenvolvimento Humano, políticas públicas, planejamento.

Resumo

Uma das áreas de pesquisa interdisciplinar nas Ciências Sociais Aplicadas que vem merecendo atenção crescente nas universidades, centros de pesquisa e agências estatísticas é o campo de estudos em Indicadores Sociais e Políticas Públicas, que se revela pela proposição de medidas-resumo – indicadores sintéticos – da realidade social vivenciada pela população brasileira. Neste trabalho, faz-se uma análise crítica dessas medidas, começando pelo Índice de Desenvolvimento Humano Municipal, estendendo-se por diversas outras propostas de indicadores propostos ao longo dos últimos dez anos. Reconhece-se a contribuição desses no que se refere a promover a discussão sobre a pobreza, a exclusão social, para a agenda política nacional, mas apontam-se os problemas de natureza conceitual e metodológica das propostas, assim como, o que é pior, o uso mal informado de indicadores sintéticos como critérios de elegibilidade de municípios para políticas sociais.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

José Ribeiro Soares Guimarães, Estudos e Pesquisas da SEI/BA
Paulo de Martino Jannuzzi, Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE

Referências

CARDOSO, A. L. Indicadores sociais e políticas públicas: algumas notas críticas. Proposta, n.77, jun./ago. 1998.

CEM. Mapa da Vulnerabilidade Social do Município de São Paulo. Disponível em: www.centrodametropole.org.br, acessado em: 20.2.2003.

CIDE. Índice de Qualidade dos Municípios: verde. Rio de Janeiro: Cide, Faperj, 2000.

CIDE. Índice de Qualidade dos Municípios: carências. Rio de Janeiro: Cide, Faperj, 2001a.

CIDE. Índice de Qualidade dos Municípios: necessidades habitacionais. Rio de Janeiro: Cide, Faperj, 2001b.

CUNHA, J. M. P. et al. Proposta metodológica de elaboração de indicador educacional sintético para os municípios. Revista Brasileira de Estudos Populacionais, Campinas, 2002.

FJP. Desenvolvimento humano e condições de vida: Região Metropolitana de Belo Horizonte 1980-1991. Belo Horizonte: FJP, PNUD, Ipea, Fapemig, 1998

GARCIA, R. C. Subsídios para organizar avaliações da ação governamental. Planejamento e Políticas Públicas, Brasília, 23-7, p.70, 2001.

IBGE. Indicadores Sociais Municipais. Rio de Janeiro, 2002.

JANNUZZI, P. M. Indicadores sociais no Brasil: conceitos, fontes e aplicações. Campinas: Alínea, PUC-Campinas, 2001.

JANNUZZI, P. M. Considerações sobre uso, abuso e mau uso de indicadores nas políticas públicas municipais. Revista de Administração Pública, Rio de Janeiro, v.36, n.1, p.51-72, 2002.

KAYANO, J.; CALDAS, E. L. Indicadores para o diálogo. São Paulo: Pólis; Programa Gestão Pública e Cidadania. EAESP/FGV, 2001.

MADEIRA, F. R. Monitoração de prioridades de desenvolvimento com equidade social. In: 2º SEMINÁRIO FLUMINENSE DE INDICADORES, Rio de Janeiro, 2001, p.7:16.

MANCERO, X. La medición del desarrollo humano: elementos de un debate. Santiago de Chile: Cepal, 2001. (Serie Estudios Estadísticos y Prospectivos, 11)

MENDONÇA, L. E.; SOUTO DE OLIVEIRA, J. Pobreza e desigualdade: repensando pressupostos. Observatório da Cidadania, Rio de Janeiro, n.5, 2001.

NAHAS, M. I. P. Metodologia de construção de índices e indicadores sociais como instrumentos balizadores da Gestão Municipal da Qualidade de Vida Urbana: uma síntese da experiência de Belo Horizonte. In: HOGAN, D. J. et al. Migração e ambiente nas aglomerações urbanas. Campinas: Nepo, 2002. p.465-87.

PNUD. Investigacion sobre el desarrollo humano en Cuba. La Habana, 1997.

ROCHA, A. D. et al. Qualidade de vida, ponto de partida ou resultado final? Ciência & Saúde Coletiva, v.51, n.1, p.63-81, 2000.

ROCHA, S. Pobreza no Brasil: afinal, de que se trata? Rio de Janeiro: Editora FGV, 2003.

SÃO PAULO. Estado. Assembléia Legislativa. Índice Paulista de Responsabilidade Social. São Paulo: Seade, 2001.

SEADE. Monitoração de prioridades de desenvolvimento com equidade social. In: KEINERT, T.; KARRUZ, A. P. (Org.). Qualidade de vida: observatórios, experiências e metodologias. São Paulo: Annablume, Fapesp, 2002.

SEI. Índices de desenvolvimento econômico e social: municípios baianos 2001. Salvador, 2002.

SPOSATI, A. Mapa da inclusão/exclusão social da cidade de São Paulo. São Paulo: Educ, 1996.

SPOSATI, A. et al. Mapa da inclusão/exclusão social de São Paulo: a dinâmica urbana nos anos 90 (CD-ROM). São Paulo: PUC-SP, Polis, Inpe, 2000.

WINCKLER, C. R. Índice social municipal ampliado para o Rio Grande do Sul 19911998. Porto Alegre: FEE, 2002. (Documentos FEE, 48).

VEIGA, J. E. Problemas do uso ingênuo do IDH-M. Valor, 14.1.2003.

Publicado
2005-05-31
Seção
Artigos