Categorias e ideias em circulação no pensamento crítico dos estudos urbanos brasileiros: trajetórias e tensões
DOI:
https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202631ptPalavras-chave:
Planejamento Urbano, Movimentos Sociais, Periferia Urbana, Favela, Participação Social, Teorias Urbanas, Colonialidade do Saber UrbanoResumo
Este artigo analisa trajetórias das categorias “periferia”, “favela” e “movimentos sociais urbanos” nos estudos urbanos brasileiros, do desenvolvimentismo dos anos 1950 ao recente período neoliberal, com foco na produção intelectual do eixo Rio-São Paulo. Examina-se a tensão entre a influência de matrizes teóricas eurocêntricas e as conceituações elaboradas a partir da realidade nacional. Discute-se o papel de instituições como Iseb, Cebrap e Cedec na formação do campo, bem como os limites das interpretações produzidas por elas, que frequentemente negligenciaram as dimensões de raça e gênero como estruturantes da experiência urbana. Propõe-se, por fim, uma articulação entre economia política urbana e perspectivas decoloniais, por meio da tríade analítica colonialidade-imperialidade-nacionalidade do poder. Tal abordagem busca reinterpretar a produção do espaço urbano no Brasil, evidenciando como hierarquias epistêmicas e raciais conformam desigualdades socioespaciais, ao mesmo tempo que aponta para a potencialidade emancipatória dos saberes e lutas que emergem das próprias periferias.
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