Categorias e ideias em circulação no pensamento crítico dos estudos urbanos brasileiros: trajetórias e tensões

Autores

  • Luis Régis Coli Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza, Rio de Janeiro, RJ, Brasil https://orcid.org/0000-0003-3142-2209
  • Giselle Megumi Martino Tanaka Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza, Rio de Janeiro, RJ, Brasil
  • Endyra de Oliveira Russo Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Brasília, DF, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202631pt

Palavras-chave:

Planejamento Urbano, Movimentos Sociais, Periferia Urbana, Favela, Participação Social, Teorias Urbanas, Colonialidade do Saber Urbano

Resumo

Este artigo analisa trajetórias das categorias “periferia”, “favela” e “movimentos sociais urbanos” nos estudos urbanos brasileiros, do desenvolvimentismo dos anos 1950 ao recente período neoliberal, com foco na produção intelectual do eixo Rio-São Paulo. Examina-se a tensão entre a influência de matrizes teóricas eurocêntricas e as conceituações elaboradas a partir da realidade nacional. Discute-se o papel de instituições como Iseb, Cebrap e Cedec na formação do campo, bem como os limites das interpretações produzidas por elas, que frequentemente negligenciaram as dimensões de raça e gênero como estruturantes da experiência urbana. Propõe-se, por fim, uma articulação entre economia política urbana e perspectivas decoloniais, por meio da tríade analítica colonialidade-imperialidade-nacionalidade do poder. Tal abordagem busca reinterpretar a produção do espaço urbano no Brasil, evidenciando como hierarquias epistêmicas e raciais conformam desigualdades socioespaciais, ao mesmo tempo que aponta para a potencialidade emancipatória dos saberes e lutas que emergem das próprias periferias.

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Biografia do Autor

Luis Régis Coli, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Professor adjunto na área de Sociologia do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (PPGPUR) e do curso de graduação em Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GPDES-IPPUR-UFRJ). Pesquisador do Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza da mesma universidade (ETTERN-IPPUR-UFRJ). Possui graduação em Ciências Sociais pela UFRJ (2000) e mestrado (2006) e doutorado (2014) em Planejamento Urbano e Regional pelo IPPUR-UFRJ. Trabalha com temas relacionados à circulação de ideias e políticas, particularmente no campo do urbanismo e do planejamento urbano. Também realiza pesquisas que envolvem movimentos sociais urbanos, iniciativas de planejamento alternativo e situações de conflito.

Giselle Megumi Martino Tanaka, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional, Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Planejadora urbana e professora do curso de graduação em Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro (GPDES-IPPUR-UFRJ). Arquiteta e urbanista pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP, 2001), cientista social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da mesma universidade (FFLCH-USP, 2007) e doutora em Planejamento Urbano e Regional pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR-UFRJ, 2017). Pesquisadora do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos (LabHab) da FAU-USP entre 1997 e 2007 e do Laboratório Estado, Trabalho, Território e Natureza (ETTERN-IPPUR-UFRJ) desde 2011. Integrante do BrCidades. Desenvolveu projetos e pesquisas relacionados a políticas públicas de desenvolvimento urbano para o Ministério das Cidades, a Prefeitura de Santo André, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Latino-Americano e do Caribe de Planejamento Econômico e Social da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (ILPES-CEPAL-ONU). Atua com pesquisa, extensão, assessoria técnica e políticas públicas nas áreas de planejamento urbano e habitacional. É militante junto a movimentos sociais por direitos, principalmente direito à moradia e direito à cidade.

Endyra de Oliveira Russo, Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, Brasília, DF, Brasil

Doutora em Sociologia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP, 2023), é mestre em Planejamento Urbano e Regional pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR-UFRJ, 2014) e especialista em Gestão Pública pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap, 2011). Possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design (FAU-USP, 2004). Atua como analista de infraestrutura no Ministério das Cidades desde 2008, tendo sido antes consultora da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para o patrimônio histórico e arquiteta na Prefeitura de São Paulo. Tem experiência na área de Urbanismo, com ênfase em Planejamento e Políticas Públicas, atuando nos temas de habitação social, urbanização de favelas, reabilitação de áreas centrais, planejamento urbano e participação social.

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Publicado

02-10-2026

Como Citar

Coli, L. R., Tanaka, G. M. M., & Russo, E. de O. (2026). Categorias e ideias em circulação no pensamento crítico dos estudos urbanos brasileiros: trajetórias e tensões. Revista Brasileira De Estudos Urbanos E Regionais, 28(1). https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202631pt

Edição

Seção

Dossiê - Refundar o pensamento urbano-regional latino-americano: Entre variegação, negação e constituição

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