Jorge de Macedo Vieira: o orgânico e o geométrico na prática urbana (1920-1960)

  • Antonio Carlos Bonfato Pontifícia Universidade Católica de Campinas – Puccamp, Faculdade SENAC de Turismo e Hotelaria de Águas de São Pedro, Campinas, São Paulo
Palavras-chave: planejamento urbano, cidades-jardins, bairros-jardins, Jorge de Macedo Vieira, Águas de São Pedro, Maringá.

Resumo

Este artigo discute a aplicação de modelos urbanos consagrados internacionalmente e suas ressonâncias em projetos desenvolvidos no Brasil, durante a primeira metade do século XX, focalizando a contribuição do engenheiro-civil Jorge de Macedo Vieira (1894-1978) para a história do urbanismo brasileiro, entre as décadas de 1920 e 1960. Os projetos elaborados por ele para as cidades de Águas de São Pedro (SP) e Maringá (PR) servem como exemplo de seu trabalho. Macedo Vieira, planejador ainda pouco estudado, se revela um dos mais aplicados seguidores de modelos urbanos importados. Seja na implantação de loteamentos, seja na de cidades novas, a utilização exaustiva do modelo orgânico, aliado ao seu pragmatismo, revela uma excelência no desenho urbano dificilmente alcançada por outro planejador de cidades.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

ÁGUAS DE SÃO PEDRO, Histórico da Estância Hidromineral de Águas de São Pedro. Secretaria de Turismo de Águas de São Pedro, 1996.

ANDRADE, C. R. M. Barry Parker: um arquiteto inglês na Cidade de São Paulo. São Paulo, 1988. Tese (Doutoramento) – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA. Brochura de Apresentação da Sala Especial dedicada a Jorge de Macedo Vieira. São Paulo: Fundação Bienal, 1999.

BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA. Catálogo da IV Bienal Internacional de Arquitetura, Coordenação geral e produção de Glória Bayeux. São Paulo: Fundação Bienal, 1999.

CAMPOS, C. M. Os rumos da cidade: urbanismo e modernização de São Paulo. São Paulo: Senac, 2002.

CIOFFI, H. et al. Cianorte: sua história contada pelos pioneiros. Maringá: Ideal, 1995.

FISCHER, S. Ensino e profissão: o curso de engenheiro-arquiteto da Escola Politécnica de São Paulo. S.l.: s.d.

KAWAI, C. Os loteamentos de traçado orgânico no município de São Paulo na primeira metade do século XX. São Paulo, 2000. Dissertação (Metrado) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo.

LEME, M. C. da S. (Coord). Urbanismo no Brasil 1895-1965. São Paulo: Studio Nobel/ FAUUSP/Fupam, 1999.

LEME, M. C. da S. Formação do pensamento urbanístico, em São Paulo, no início do século XX. In: Espaço & Debates, n. 34, p.64-70, 1991.

SITTE, C. A construção das cidades segundo seus princípios artísticos. São Paulo: Ática, 1992.

STEINKE, R. Ruas curvasversus ruas retas. Na história da cidade, três projetos do Eng. Jorge de Macedo Vieira. Dissertação (Mestrado) – São Paulo, 2002.

TAFURI, M. “La montaña desencantada. El rascacielos y la ciudad.” In: CIUCCI, G. et al. La ciudad americana. De la guerra civil al New Deal. Barcelona: Gustavo Gili, 1975.

TOLEDO, B. L. de. “Os bairros jardins.” In: TOLEDO, B. L. de. Prestes Maia e as origens do urbanismo moderno em São Paulo. São Paulo: Empresa das Artes, 1996.

TREVISAN, R. “Incorporação do ideário Garden-City inglês na urbanística moderna brasileira: Águas de São Pedro”. Texto para Exame de Qualificação apresentado ao Programa de Mestrado em Engenharia Urbana, Universidade Federal de São Carlos, 2002.

UNWIN, R. “Del arte público como expresión de la vida comunitaria.” In: UNWIN, R. La practica del urbanismo. Una introdución al arte de proyectar ciudades y barrios. Barcelona: Gustavo Gili, 1984.

WOLFF, S. F. S. Jardim América: o primeiro bairro-jardim de São Paulo e sua arquitetura. São Paulo: Edusp, 2001.

Publicado
2003-11-30
Seção
Artigos