Desigualdades socioespaciais nas cidades do agronegócio

  • Denise Elias Laboratório de Estudos Agrários da Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, Ceará
  • Renato Pequeno Laboratório de Estudos de Arquitetura, Habitação e Ambiente Construído, da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará
Palavras-chave: agricultura científica, agronegócio, reestruturação urbana, cidades do agronegócio, desigualdades socioespaciais.

Resumo

No Brasil, a territorialização do capital e a oligopolização do espaço agrário têm promovido profundos impactos socioespaciais, tanto no campo como nas cidades. Isto explica em parte a reestruturação do território e a organização de um novo sistema urbano, muito mais complexo – resultado da difusão da agricultura científica e do agronegócio globalizados – e que têm poder de impor especializações produtivas ao território. Neste artigo, defende-se a tese de que é possível identificar no Brasil agrícola moderno vários municípios cuja urbanização se deve diretamente à consecução e expansão do agronegócio, formando-se cidades cuja função principal claramente se associa às demandas produtivas dos setores associados à modernização da agricultura – sendo que nestas cidades se realiza a materialização das condições gerais de reprodução do capital do agronegócio. Para tanto, são apresentados alguns pressupostos que explicariam este tipo de cidade, que denominamos de cidade do agronegócio. Da mesma forma, considerando que a difusão do agronegócio se dá de forma social e espacialmente excludentes, promovendo o acirramento das desigualdades, buscamos mostrar algumas das formas como elas se reproduzem nas cidades do agronegócio. A moradia é a principal variável de análise destas desigualdades.

 

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Biografia do Autor

Denise Elias, Laboratório de Estudos Agrários da Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, Ceará
Renato Pequeno, Laboratório de Estudos de Arquitetura, Habitação e Ambiente Construído, da Universidade Federal do Ceará, Fortaleza, Ceará

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Publicado
2007-05-31
Seção
Artigos