O paradigma das global cities nas estratégias de desenvolvimento local

  • Rose Compans Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro).
Palavras-chave: desenvolvimento local, gestão urbana, globalização, cidades mundiais.

Resumo

Este artigo trata das novas estratégias de desenvolvimento econômico para as cidades no contexto da reestruturação produtiva. Ele enfoca o papel atribuído às cidades como centros de gestão dos fluxos de capitais, o qual permite uma articulação entre o local e o global sem a intermediação das esferas regional e nacional. Primeiramente, apresenta as contribuições teóricas no Terceiro Mundo que mais têm influenciado o debate urbano sobre a emergência de uma economia de fluxos, cuja organização em rede impõe as cidades como nós de conexão. Em seguida, analisa a construção paradigmática das global cities, com base na generalização de alguns pressupostos teóricos e de tendências empiricamente observadas. Finalmente, examina as estratégias que estão sendo difundidas por consultores internacionais e relacionadas à vocação inexorável das cidades para o terciário avançado.

 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rose Compans, Instituto Municipal de Urbanismo Pereira Passos (Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro).
global cities

Referências

ASCHER, F. Métapolis ou l’avenir des villes. Paris: Odile Jacob, 1995.

BENKO, G., LIPIETZ, A. Les régions qui gagnent. Paris: PUF, 1992.

BORJA, J., CASTELLS, M. Local y global. La gestión de las ciudades en la era de la información. Madri: Taurus, 1998.

BORJA, J., CASTELLS, M. “As cidades como atores políticos”. Novos Estudos Cebrap, n.45, p.152-66, 1996.

BORJA, J., FORN, M. de. “Políticas da Europa e dos Estados para as cidades”. Espaço & Debates, ano XVI, n.39, p.32-47, 1996.

CASTELLS, M. La ciudad informacional. Tecnologías de la información, reestructuración económica y el proceso urbano-regional. Madrid: Alianza Editorial, 1995.

FORN, M. de. “Estratégias de transformación urbana y economica”. Barcelona, 1993. (Mimeo.)

HARVEY, D. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 1994.

HARVEY, D. “Do gerenciamento ao empresariamento: a transformação da administração urbana no capitalismo tardio”. Espaço & Debates, ano XVI, n.39, p.121-45, 1996.

HARVEY, D. “L’accumulation flexible par l’urbanisation: réflexions sur ‘post-modernisme’ dans la grande ville americaine”. Futur Antérieur, Paris, n.29, 1995/3, p.121-45.

SALAIS, R., STORPER, M. Les mondes de production. Enquête sur l’identité économique de la France. Paris: Éd. de l’EHESS, 1993.

SASSEN, S. La ville globale. New York, Londres, Tokyo. Paris: Descartes & Cie, 1996.

SASSEN, S. “L’État et la ville globale: notes pour penser l’inscription spatiale de la gouvernance”. Futur Antérieur, Paris, n.30/31/32, 1995/4, p.27-49.

SASSEN, S. Cities in a World Economy. Thousand Oaks, CA: Pine Forges Press,1994.

SCOTT, A. J. “L’économie métropolitaine: organisation industrielle et croissance ur baine”. In: BENKO, G., LIPIETZ, A. Les régions qui gagnent. Paris: PUF, 1992. p.103-20.

SOJA, E. W. Geografias pós-modernas. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1993.

VELTZ, P. Mondialisation, villes et territoires. L’Économie d’archipel. Paris: PUF, 1996.

Publicado
1999-05-31
Seção
Artigos: O melhor do 8º Encontro Nacional da Anpur