Editorial: Dossiê Território, Gênero e Interseccionalidades

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DOI:

https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202144

Palavras-chave:

Território, Gênero, Interseccionalidades

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Editorial: Dossiê Território, Gênero e Interseccionalidades

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Biografia do Autor

Diana Helene, Universidade Federal de Alagoas, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, Maceió, AL, Brasil

Professora adjunta da FAU/Ufal e da pós-graduação em Tecnologia para o Desenvolvimento Social da UFRJ. Desde 2004, atua junto a movimentos sociais de mulheres, moradia e trabalho. Foi esta atuação, na prática, que deu subsídios para realização de sua monografia de graduação em Arquitetura e Urbanismo na UNICAMP; seu mestrado na FAU/USP; e seu doutorado sobre território e gênero no IPPUR/UFRJ (com sanduíche na EHESS, Paris), premiado pela CAPES como melhor tese na área de PUR em 2016. Aprofundou os estudos de gênero em seus pós-doutorados na UQAM (Canadá) e no IPPUR/UFRJ. Coordena dois projetos de pesquisa sob o tema da interseccionalidade: “A cidade como extensão da Casa: sistema de espaços livres e vida cotidiana” (PIBIC - FAU/UFAL) e “Tecnologias para outra forma de construção: a experiência construtiva das mulheres em movimentos populares” (Carleton University, Canadá - FAU/Ufal). 

Gabriela Leandro Pereira, Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Arquitetura, Salvador, BA, Brasil

Professora Adjunta da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia FAUFBA e do PPGAU/UFBA. É integrante do Grupo de Pesquisa Lugar Comum (PPGAU/FAUFBA) e coordenadora do Grupo de Estudos Corpo, Discurso e Território (FAUFBA). Possui interesse em investigações sobre narrativas, histórias, memórias e epistemologias produzidas sobre a cidade, urbanismo, arquitetura e seus apagamentos, interseccionados pelo debate das racialidades e de gênero. Em 2017 foi vencedora do Prêmio de Teses da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional e publicou em 2019 o livro “Corpo, discurso e território: Cidade em disputa nas dobras da narrativa de Carolina Maria de Jesus”, adaptação da tese. Atualmente coordena a pesquisa “Narrativas e cartografias da presença negra nas cidades”. 

Paula Freire Santoro, Universidade de São Paulo, Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, SP, Brasil

Arquiteta urbanista, Profa. Dra. da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo (FAUUSP). Desde 2014 coordena o LabCidade, onde pesquisa “Cidade, gênero e interseccionalidades”, com o objetivo de subsidiar a reflexão crítica sobre formas de planejamento urbano, introduzindo conceitos, teorias e práticas generificadas, racializadas, interseccionalizadas na leitura, análise e proposta de transformação do território. Graduada, mestre e doutora (2012) pela FAUUSP, fez parte do doutorado na ETSAB-UPC em Barcelona, orientada pela Profa. Zaida Muxí. Trabalhou no Ministério Público do Estado de São Paulo, no Instituto Pólis, no Instituto Socioambiental - ISA. Possui bolsa produtividade CNPq 2 desde 2020 (Processo n. 312011/2019-9). 

Rossana Brandão Tavares, Universidade Federal Fluminense, Escola de Arquitetura e Urbanismo, Niterói, RJ, Brasil

Professora Adjunta da Escola de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal Fluminense EAU/UFF e PPGAU/UFF. Coordena o projeto de pesquisa “Práticas Espaciais Generificadas e Conflitos Urbanos e Socioambientais” integrado ao GPDU/UFF, desenvolvendo investigações sobre corpo, espaço, vida cotidiana, reprodução social, precariedade, resistências, políticas urbanas, assim como, perspectivas teórico-metodológicas na arquitetura e urbanismo a partir das teorias feministas e queer. Vem aprofundando os estudos urbanos com perspectiva de gênero desde atuação na ONG FASE (2004-2012) apoiada na educação popular, extensão e assessorias, tendo realizado de forma concomitante mestrado (IPPUR/UFRJ) e doutorado (PROURB/UFRJ), com período sanduíche na França, quando propôs o conceito de “espaço generificado de resistência”. Atualmente, conta com auxílio ARC/FAPERJ.

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Publicado

2021-11-29

Edição

Seção

Dossiê: Território, gênero e interseccionalidades