Dinâmica espacial da estrutura etária, da janela demográfica e do emprego formal no Semiárido Setentrional
DOI:
https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202601ptPalavras-chave:
Métodos técnicas e instrumentos de planejamento, Diferenciação socioespacia, Planejamento regional, Desenvolvimento regional, Transição Demográfica, Janela demográfica, Semiárido SetentrionalResumo
Este artigo mapeia a autocorrelação espacial da estrutura etária entre os municípios do Semiárido Setentrional (SemSet) e compara a evolução e o aproveitamento da janela demográfica em dois recortes intrarregionais, um SemSet jovem e outro envelhecido. Para tanto, utilizaram-se o Índice de Moran Local e o Índice de Emprego Formal (IEF), instrumentalizados pelos dados dos Censos Demográficos (2000-2022) e da Relação Anual de Informações Sociais (2000-2021). Os padrões identificados ratificam que a dinâmica da estrutura etária varia com o lugar e, por isso, deve ser estudada nas diferentes escalas. A janela demográfica no SemSet envelhecido abriu-se em 2005 e no SemSet jovem em 2009. No envelhecido, o IEF em 2021 foi de 11,80%, enquanto, no rejuvenescido, foi de 12,39%, isto é, doze entre cem pessoas em idade ativa tinham emprego formal. Apesar da evolução, os resultados caracterizam baixo aproveitamento da janela e denotam fragilidade econômica.
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