Between Orality and Writing: Perspectives on Brazilian Reality in the Subjectivation of a Black Sense of Place
DOI:
https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.20261enKeywords:
Brazilian Colonial Question, Raciality, Socio-spatial Segregation, Orality, Public Space, Urban TheoriesAbstract
The article examines a Black sense of place from a Brazilian perspective, situating it within a colonial, enslaving past that has continued to shape contemporary social and spatial relations. The study argues that this sense of place may be understood through the interplay between the processes of writing and orality. Drawing on the theoretical construction of these two conceptual operators, the text revisits key national legal milestones that have historically sustained the exclusion of the Black population, materialized in what is termed a “Brazilian-style spatial apartheid”, manifested in the urban environment. The empirical focus is the city of Belo Horizonte, whose origin was permeated by institutional practices legitimized through legal texts imbued with intrinsic racial logics. These written frameworks are counterposed by orality, especially through the central role of quilombola matriarchs, which have resisted hegemonic processes and constitute forms of re-existence of the Black population.
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