Carnaval de rua na região portuária do Rio de Janeiro: quem pode “virar o mundo” e onde? Uma abordagem crítica do fenômeno festivo no contexto da cidade neoliberal
DOI:
https://doi.org/10.22296/2317-1529.rbeur.202629ptPalabras clave:
direito à cidade, desigualdade e segregação socioespacial, justiça espacial, cidade festiva, Carnaval de rua, região portuária, Rio de JaneiroResumen
Este artigo tem por objetivo analisar o paradoxo inerente à ocupação festiva de determinados espaços urbanos por grupos sociais privilegiados. Embora o fenômeno festivo seja comumente associado à alegria e à transgressão, sua análise não pode ser dissociada dos contextos sociais e espaciais nos quais se insere. O exemplo do Carnaval de rua na região portuária do Rio de Janeiro evidencia como a festa pode ser instrumentalizada para distinguir simbolicamente o território e atender aos objetivos de gentrificação da operação urbana Porto Maravilha. Assim, propõe-se uma abordagem crítica do fenômeno festivo no contexto urbano contemporâneo, ao considerar a festa na cidade como um espaço-tempo imerso nas lógicas de produção neoliberal do espaço.
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