Entre o espaço abstrato e o espaço diferencial: ocupações urbanas em Belo Horizonte | Between abstract space and differential space: urban occupations in Belo Horizonte

Camila Diniz Bastos, Felipe Nunes Coelho Magalhães, Guilherme Marinho Miranda, Harley Silva, João Bosco Moura Tonucci Filho, Mariana de Moura Cruz, Rita de Cássia Lucena Velloso

Resumo


O artigo aborda as ocupações urbanas em Belo Horizonte a partir das formulações de Henri Lefebvre sobre a produção do espaço e a vida cotidiana. Ao refletirmos sobre as experiências das ocupações, buscamos enfatizar suas dimensões relacionais e processuais, atentando-nos à sua materialidade e ao seu cotidiano vivido. Para entender em que medida as ocupações podem engendrar diferenciações espaciais, circunscrevemos seu percurso histórico em Belo Horizonte segundo suas dinâmicas e tensões, atentos às especificidades da produção do espaço nas mesmas. Discutimos também as contradições entre o privado e o comum quanto à propriedade da terra, ressaltando os modos pelos quais o espaço abstrato se reafirma nas ocupações. Procuramos ressaltar as ocupações como tensionadas entre o espaço abstrato e o diferencial, como uma prática espacial intermediária entre a dominação e a apropriação: espaço político contraditório, que atualiza o debate sobre a produção do espaço urbano no Brasil contemporâneo.


Palavras-chave


ocupações urbanas; espaço diferencial; produção do espaço; vida cotidiana; Belo Horizonte; Henri Lefebvre

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DOI: http://dx.doi.org/10.22296/2317-1529.2017v19n2p251

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