As secas no Jequitinhonha: demandas, técnicas e custos do abastecimento no semiárido de Minas Gerais

Palavras-chave: Secas, Agricultura familiar, Jequitinhonha, Semiárido, Programas públicos

Resumo

Este artigo analisa as secas no Semiárido do vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, investigando a demanda por água, as técnicas utilizadas, as organizações públicas dedicadas ao abastecimento e seus custos. Para isso, foram utilizadas entrevistas com agências públicas e agricultores de quatro municípios. Conclui-se no artigo que a seca aguda de 2012 a 2016 engajou várias agências públicas no provimento de água, com o emprego de técnicas de custos e eficácia diferentes; observou-se que várias inovações técnicas e institucionais ajudam a reduzir o clientelismo que vigora historicamente nas secas; mesmo assim, as maiores despesas continuam a ser com o atendimento emergencial mediado pelo poder local.

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Biografia do Autor

Jeter Liano da Silva, Prefeitura Municipal de Montes Claros, Montes Claros, MG, Brasil

Engenheiro ambiental, Mestre, técnico da Prefeitura Municipal de Montes Claros, Minas Gerais.

Eduardo Magalhães Ribeiro, Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais, Montes Claros, MG, Brasil

Economista, Doutor, professor titular do Instituto de Ciências Agrárias (ICA)/UFMG.

Vico Mendes Pereira Lima, Instituto Federal do Norte de Minas Gerais, Montes Claros, MG, Brasil

Engenheiro agrícola, Doutor em Ciência do Solo, professor do IFNMG (Campus Almenara), diretor de Pesquisa, Pós-graduação e Inovação do IFNMG.

Leo Heller, Instituto René Rachou da Fiocruz, Belo Horizonte, MG, Brasil

Engenheiro civil, Doutor, professor titular aposentado do Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFMG; pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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Publicado
2020-05-17
Seção
Artigos - Ambiente, Gestão e Desenvolvimento